Gabriel Diedrich fala sobre telemedicina e pede que Secretaria de Saúde se cadastre em projeto piloto de UBS Digital

Em discurso na tribuna da Câmara, na sessão desta segunda-feira (27), o vereador Gabriel Diedrich (MDB) falou sobre a definição e regulamentação da telemedicina pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e o quanto isso amplia a possibilidade de atendimento à população via Sistema Único de Saúde (SUS).

“Após um ano de debate, no dia 5 de maio, o CFM regularizou a prática da telemedicina. Era uma discussão que a pandemia potencializou e, agora, uma oportunidade de médicos atenderem o paciente à distância”, afirma o vereador Gabriel.

Segundo o parlamentar, existe toda uma relevância de atender o paciente presencialmente, mas a telemedicina é alternativa que baseada em parâmetros rígidos e éticos, abre a porta para milhões de brasileiros que dependem do SUS.

Gabriel trouxe as sete modalidades da telemedicina aprovadas pelo CFM: Teleinterconsulta: quando médicos consultam outros médicos; Telediagnóstico: envio de laudos de exames aos médicos; Telecirurgia: mediada por robôs; Telemonitoramento: acompanhamento da evolução clínica do paciente; Teletriagem: regulação do paciente para internação; Teleconsultoria: consulta registrada e realizada entre trabalhadores, profissionais e gestores da área da saúde, com o intermédio de instrumentos de telecomunicação bidirecional, como internet, telefone e aplicativos.

O vereador destaca a importância da teleinterconsulta, que hoje já permite que um clínico geral em uma UBS, por exemplo, converse com um especialista que esteja à distância e discuta o problema específico de um paciente atendido naquele posto.

Através da Indicação nº 169/2022, o vereador Gabriel Diedrich pede que seja estudada a viabilidade de cadastramento do Município de Santo Antônio da Patrulha junto ao Ministério da Saúde para implantação de uma Unidade Básica de Saúde Digital dentro do projeto piloto lançado pelo Governo Federal que viabilizará o funcionamento do serviço de teleatendimento médico digital em 323 municípios brasileiros.

O Governo Federal está investindo cerca de R$ 15 milhões em um programa-piloto que deverá durar 18 meses. Após esse período, o governo estudará uma forma de ampliar para todos os outros municípios. Entre os critérios para a escolha das cidades, estão o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o acesso à internet, que será ampliado em parceria com o Ministério das Comunicações.

“A estratégia de saúde digital, ou de telessaúde, não substitui a medicina presencial. Ela é mais uma ferramenta, uma forma de tornar mais eficiente a atenção à saúde e não deixar nenhum usuário desassistido”, entende o vereador Gabriel.

Com a iniciativa, pessoas que necessitam de atendimento médico especializado não precisarão concorrer mais com os atendimentos gerais, que serão realizados via teleconsulta. Desta forma, pacientes que precisam de cuidados especiais serão mais facilmente direcionados.

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