Valmir Santos defende concessão de área pública para o Grupo de Folclore Baile de Masquê
Com o objetivo de fortalecer a preservação do patrimônio cultural de Santo Antônio da Patrulha, o vereador Valmir Santos teve aprovada por unanimidade, durante a 26ª Reunião Ordinária, realizada na segunda-feira (27), a Indicação nº 154/2026, que solicita ao Poder Executivo a realização de um estudo de viabilidade para a celebração de um Termo de Concessão de Uso, ou outro instrumento jurídico cabível, de uma área pertencente ao Município em favor do Grupo de Folclore Baile de Masquê.
A proposta visa proporcionar à entidade um espaço próprio para o desenvolvimento de suas atividades, garantindo melhores condições para a preservação e continuidade de uma das mais tradicionais manifestações culturais do município.
Segundo o vereador, a iniciativa busca assegurar que o grupo possa desempenhar suas atividades com mais estrutura, dispondo de um local adequado para armazenar seu acervo, conservar máscaras e figurinos, realizar ensaios, oficinas e promover ações voltadas à valorização da cultura popular. A medida também representa um importante incentivo para que a tradição seja transmitida às futuras gerações.
O Baile de Masquê é uma manifestação folclórica e cultural com mais de dois séculos de história em Santo Antônio da Patrulha. Há registros de danças com máscaras desde 1778, durante as festividades do Divino Espírito Santo, quando o baile integrava a parte profana da celebração. Tradicionalmente, após as Cavalhadas, mouros e cristãos se reuniam em um baile de máscaras, acompanhado pela bandinha das Cavalhadas, em um momento que misturava dança, teatro e entretenimento popular.
Conforme pesquisas do historiador Luciano Peixoto, o grupo foi reorganizado em 1936, na localidade de Vila Palmeira, por antigos integrantes da tradição, passando a atuar de forma independente das Cavalhadas, cuja separação já havia ocorrido por volta de 1926. Desde então, o Baile de Masquê tem como missão preservar, promover e divulgar essa importante expressão da cultura popular brasileira.
Reconhecido como o único grupo do gênero ainda em atividade no Rio Grande do Sul, o Baile de Masquê constitui um importante símbolo da identidade cultural patrulhense. Atualmente, a tradição é mantida exclusivamente por homens, que utilizam máscaras femininas e masculinas durante as apresentações, preservando características históricas que atravessam gerações.
Para o vereador Valmir Santos, oferecer um espaço próprio ao grupo representa um investimento na preservação da memória, da cultura e da identidade do município. Segundo o parlamentar, garantir uma estrutura adequada significa fortalecer uma tradição centenária que orgulha Santo Antônio da Patrulha e merece ser valorizada e protegida como patrimônio das futuras gerações.
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Escrito por: Claudio Franken - Assessoria de Imprensa Categoria: Notícias Postado: 30/07/2026 Atualização: 28/07/2026 Acessos: 7