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Biblioteca da Escola Patrulhense encerra suas atividades
Biblioteca da Escola Patrulhense encerra suas atividades

A direção da E.E.E.M. Patrulhense, nesta semana, fechou sua biblioteca por não ter mais professores. Uma determinação da 11ª CRE, de Osório.

A biblioteca da escola, aberta desde o dia 11 de março, realizou mais de 188 empréstimos de livros, uma média de 20 livros por dia. Estão cadastrados com mais de 3.418 exemplares de livros de literatura clássica, brasileira, juvenil, ficção, romance, biografias e auto-ajuda, sendo que mais de 1000 livros paradidáticos destinados aos professores para pesquisa e estudo. A única biblioteca do Estado que possui o programa de gerenciamento de acervo Philos, disponibilizado gratuitamente através de um projeto social da empresa Prima. O sistema consiste no gerenciamento interno da biblioteca e na disponibilização online de todo o catálogo do acervo para alunos e professores. Este sistema foi implantado em 02 de abril de 2018. Para este ano de 2019 já estavam sendo trabalhados mais cinco projetos.

Com o projeto brigadeiro livreiro, a biblioteca da escola possui um acervo atualizado com livros ainda em pré-venda, todos listados pelos próprios alunos.

De acordo com o critério do RH da Seduc, a escola Patrulhense tem direito a 60 horas de biblioteca, ou seja, um professor por turno, pois hoje possui 554 alunos matriculados. O ano letivo iniciou com quatro professores na biblioteca, sendo retiradas uma a uma, sempre com a justificativa da necessidade das mesmas em outras escolas para a sala da aula. Mesma necessidade vivida na própria Escola Patrulhense com a falta de professores de história, sociologia, filosofia e química para todas as 19 turmas.

“Não estamos pedindo que deixem os alunos sem aulas, mas permitam ao menos que uma professora fique e mantenha aberta um pouco em cada turno. Nossos alunos tem o direito à leitura, ao acesso à informação, a manusear livros físicos, à pesquisa e ao conhecimento. Não pedimos muito, só desejamos assegurar o direito à leitura e ao conhecimento aos nossos alunos”, diz Bianca Salazar, diretora.

Estudantes, funcionários e professores estão mobilizados contra esse absurdo. Eles organizaram um protesto na manhã desta sexta-feira, dia 18, no pátio da escola. Com vendas nos olhos, fizeram uns minutos de silêncio e, com cartazes, demonstraram o descontentamento. Para a semana seguinte já estão mobilizados para uma caminhada com todas as escolas do estado de Santo Antônio da Patrulha.

O vereador Marcelo Gaúcho (PTB) esteve presente nesta manifestação, realizando entrevistas e fotos com alunos e professores.

“Acredito que esta movimentação é importantíssima. Não podemos perder as esperanças e vamos à luta. Na próxima segunda-feira, dia 25, estarei encaminhando um ofício à Secretaria de Educação”, finaliza Marcelo. 

Detalhes

Escrito por: Claudio Franken - Assessoria de Imprensa
Categoria: Notícias
Postado: 22/03/2019
Atualização: 22/03/2019
Acessos: 99

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